Ainda vai a tempo…
A campanha “Pergunte pelo Bio” lançada pela Agrobio em colaboração com a Quercus termina amanhã, dia 22 de abril e esta 2ª edição foi subordinada ao tema da “Importância da Certificação”.

Com ela, pretendeu-se divulgar o consumo sustentável não só na área das hortofrutícolas e produtos de origem animal como também, de outros consumíveis de matérias-primas biológicas como a roupa e a cosmética. 
E o esforço dos produtores tem sido compensado, pois segundo o Engº Jaime Ferreira da Agrobio, “são os consumidores que puxam pela agricultura biológica”, com o aumento da procura de produtos biológicos.
O consumo destes produtos podia ser ainda maior, se fossem distribuídos em locais estratégicos e tivessem valores mais baratos.


Mas o futuro é promissor, dado que, face à necessidade de mudança de hábitos alimentares se está a estimular o consumo de produtos hortofrutícolas, produzidos de forma ambientalmente sustentável e como tal, mais saudáveis e saborosos. 


E quando perguntar pelo bio, não se esqueça de perguntar também como se combatem as pragas e doenças das plantas, em agricultura biológica
Nós podemos sempre dar uma ajuda com a aplicação para telemóveis OpenPD, que apoia esta identificação de forma simples e rápida!
Saiba como descarregando a app gratuitamente em https://goo.gl/M8IIPg ou no blog http://blog.openpd.eu/.


Fontes:
https://goo.gl/Zs2lO9
https://goo.gl/ZdWCQ3

Só de ouvir a palavra “praga”, o agricultor fica logo com dores de cabeça…
Mas será que são todas prejudiciais? Que fatores se devem ter em conta para ser considerada perigosa?

Nós esclarecemos!


Sempre que detetar uma praga nas suas culturas, tenha em atenção estes critérios de classificação.
Lembre-se que, os processos de combate podem ser preventivos ou curativos:
Preventivos –  essencialmente para pragas que atacam flores ou frutos, pois os estragos levam à improdutividade ou desvalorização do produto;
Curativos – atuam sobre a praga, quando esta já está instalada.


E coloque também como hipótese no combate às pragas, a utilização de:
  • fauna auxiliar  (ex: joaninhas);
  • “biopesticidas” feitos à base de plantas (ex: cravos túnicos – na imagem) e que têm efeito repelente;

preservando deste modo a sua saúde e o meio ambiente.

Tenha em consideração que os problemas relacionados com as pragas, se têm tornado mais difíceis de resolver devido principalmente ao aparecimento de espécies imigrantes, a fatores económicos, à degradação ambiental e ao aumento da resistência aos pesticidas.

Deixamos como sugestão de leitura, alguns dos artigos que já publicamos sobre a temática das pragas e o seu modo de combate:

Para o apoiar na identificação de pragas e doenças das plantas, de forma rápida e fácil, tem também a aplicação para telemóveis OpenPD, que pode descarregar de forma gratuita em https://goo.gl/11gTNJ.




Todos os anos é anunciada com “pompa e circunstância” nos campos…
A chegada da primavera traz mais luz, mais calor e mostra-nos uma natureza renovada, que surge no seu esplendor com folhas, flores coloridas, frutos e cheiros que convidam. 
E se para uns é tempo de lazer, para os agricultores é tempo de trabalho, muito trabalho, com mais uma época de sementeiras e plantações entre outras tarefas.

Saiba quais as principais atividades e… mãos à terra!

De forma simples, compilamos no quadro abaixo algumas das tarefas a executar entre Março e Abril, de modo que possa programá-las da melhor forma possível.
E fomos do pomar à vinha, passamos pelo olival e pela horta, sem esquecermos uma visita ao jardim.



Agora que já sabe o que fazer, tem muito com que se entreter nos próximos tempos…
Esteja atento às pragas e doenças das plantas, que nesta época atacam as culturas. Se tiver dúvidas, recorra à app OpenPD que o apoia na identificação das mesmas.
É uma aplicação gratuita e de descarregamento fácil neste link https://goo.gl/H2IYJS ou em http://www.openpd.eu/pt/inicio/.


Fonte:
Calendário Rural; Ripado, M. Bento; Biblioteca Agrícola Litexa (1991)

As pragas e doenças das plantas, são duas das principais causas de diminuição da produção mundial de frutas, legumes e cereais, a base da alimentação humana e animal.
Ao longo dos tempos, foram sendo detetadas quer por inspeção visual quer através da ajuda de microscópios para observações mais rigorosas e outra tecnologia como p. ex., o sequenciamento de ADN.

No entanto, o diagnóstico inicial baseia-se sempre na observação directa das plantas – são os olhos atentos dos agricultores que encontram os primeiros sintomas.

Sabia que…
  • Se prevê que a população mundial chegue aos 9 biliões até 2050?
  • Para alimentar esta população será necessário um abastecimento estável, com aumentos de produção em mais de 70%?


Agora, o desafio é evitar atempadamente perdas de produção, através da criação de novos meios para diagnóstico, mais acessíveis e fiáveis e que garantam ao agricultor uma primeira ajuda, que pode estar à distância de um dedo…
E é o que se tem feito, ao aplicarem-se técnicas que foram desenvolvidas por especialistas das ciências da computação e dedicadas ao reconhecimento e diagnostico de pragas e doenças das culturas.

Estas novas ferramentas tecnológicas, as chamadas app (aplicações para “telemóveis inteligentes”) são fáceis de utilizar. Mas como?

Existem muitas app a nível mundial que podem ser mais abrangentes quanto às culturas ou mais específicas, e algumas até orientam sobre o tratamento. Podem já estar em pleno funcionamento ou ainda em fase de testes… Confira alguns exemplos no quadro abaixo.

Nome da app
Tipo de informação
Disponível
Adama alvo
Identifica pragas e doenças da soja, trigo, milho, algodão, cana-de-açúcar e café.
iOS e Android
Consórcio Antiferrugem
Monitoriza a ferrugem asiática da soja (no Brasil).
iOS e Android
Detetor de Pragas
Monitoriza o “olho de rã” e a ferrugem asiática da soja; monitoriza a leprose, verrugose, cancro cítrico e melanose dos citrinos.
Android
FMC Agrícola
Auxilia na identificação de plantas daninhas, pragas e insetos, através da comparação com imagens do acervo. Outro benefício é oferecer informações agronómicas, por meio de vídeos e materiais técnicos da FMC.
iOS e Android
Fox Bayer
Auxilia na identificação de pragas da soja, trigo, feijão e algodão, a partir de um banco de fotos com imagens em alta resolução.
iOS e Android
OpenPD
Identifica pragas e doenças das plantas no geral.
Android
Planticare
Identifica pragas e doenças das plantas de jardim.
iOS e Android
Plantix
Auxilia na identificação de pragas e doenças das plantas, e deficiências nutritivas.
Androi


Siga os nossos passos:
  1. deve escolher a que melhor pode servir os seus interesses;
  2. verifique se a sua instalação é gratuita (a maioria é);
  3. descarregue app da plataforma onde se encontra (Google Play Store ou Apple Store). Algumas aplicações podem ser também usadas em tablets;
  4. siga as instruções de utilização da mesma, que se baseiam quase sempre numa primeira abordagem através de envio de foto com a descrição do problema;
  5. em breve, receberá uma notificação de um especialista, um técnico, ou de alguém presente num fórum, com a indicação do diagnóstico e até de um possível tratamento.


OpenPD – o exemplo vindo de Portugal!

O desenvolvimento de uma aplicação para telemóveis totalmente concebida e implementada por técnicos portugueses, a app OpenPD, que apoia a identificação de pragas e doenças das plantas, só foi possível graças à iniciativa proposta pela entidade ExpiralPixel, ao abrigo da FI-PPP  (Future Internet Public-Private Partnership), estabelecida entre a Comissão Europeia e vários gigantes mundiais da tecnologia para o desenvolvimento da Internet do Futuro.
Este projeto, considerado relevante na linha do Agrobusiness, principalmente pela introdução da componente de Open Community, foi suportado em termos de financiamento pelo hub tecnológico SmartAgriFood, o qual tem como objetivo tornar a cadeia de valor alimentar mais inteligente.
OpenPD destina-se essencialmente a agricultores, a profissionais das empresas de fitofármacos e das organizações de produtores e à comunidade académica, através dos investigadores e professores. Baseia-se num modelo de comunidade digital aberta e de aprendizagem entre pares, apoiado pelo Programa Quadro da União Europeia para Tecnologias de Comunicação e Informação (ICT), é de utilização gratuita e pode ser descarregada na Google Play Store em https://goo.gl/PQ8UIY ou no blog http://blog.openpd.eu/.


Fontes:
http://sfagro.uol.com.br/aplicativo-pragas/
https://www.fmcagricola.com.br/noticiasdetalhes.aspx?cod=172114
http://plantix.net/
https://www.mygarden.org/plants/planticare
http://actu.epfl.ch/news/smartphones-to-battle-crop-disease/

Para os agricultores são uma praga a eliminar, porque se alimentam das culturas, atacando desde flores, frutos, folhas e caules, a rebentos, bolbos e tubérculos.

Já para os amantes da gastronomia são um petisco, que sabe bem de todas as formas – à portuguesa, à alentejana, à algarvia, de cebolada, numa massada, como famosas caracoletas assadas com molho de manteiga e limão ou recheadas e com sotaque francês a dizer “escargot”…


Mas existe uma outra visão sobre os caracóis e caracoletas, aquela que faz da espécie Helix aspersa um negócio rentável – a helicicultura.


 Como se iniciar na helicicultura?

A helicicultura, não é mais do que a criação de caracóis terrestres com fim comercial, num ambiente natural ou controlado (estufa), em que ao produtor se chama helicicultor.
Esta atividade, que já se desenvolve em Portugal há alguns anos, e que é reconhecida pelos serviços de finanças com o CAE 01494, pode ser uma alternativa de negócio ou complemento de rendimento, para pequenas e médias explorações agrícolas. 


E pode optar por criar um negócio de raíz, adaptar instalações existentes ou simplesmente, adquirir um projecto já em funcionamento

Deixamos-lhe algumas dicas para que possa tomar decisões:

área – deverá ter no mínimo entre 2000m2 a 5000m2 de área útil (aquela que é destinada à criação de caracóis).

infraestruturas necessárias – se for em abrigo, há que contar com o investimento em estufas e a isto, acresce a criação de parques/refúgios com vedações de sistema elétrico anti-fuga, mesas de secagem e purga, furo ou poço (preferencial para o abastecimento de água), sistema de rega, armazém em alvenaria de apoio à actividade e onde também se deve inserir uma câmara de frio, …

matéria prima para o desenvolvimento da atividade – água, alevins (caracóis bebés que depois passam para a engorda), ração, sementes de couve e leguminosas (para criação de zonas de alimentação natural).


mão-de-obra necessária – para as áreas mencionadas e até 1ha, de 1 a 3 pessoas a tempo inteiro, com necessidade pontual de contratação de mão-de-obra sazonal.

formas de escoamento do produtopode ser feito através dos intermediários, distribuidores e retalhistas existentes em Portugal ou através de cooperativas já implantadas. Mas devem verificar-se bem, quais as condições associadas a uns e outros de modo a, não se criarem elos que vinculem o produtor a uma só entidade. Se a produção for de excelente qualidade, há a possibilidade de exportação para o mercado internacional, combatendo a produção marroquina (mais barata, mas de qualidade inferior).

preço médio de venda praticado o preço do kg de caracol adulto em Portugal oscila entre os 2,5€ e os 5€ e é vendido para revenda pelo produtor, em estado vivo, limpo, espurgado e embalado em sacos de 5kg.


Analise agora as vantagens e desvantagens de 3 possíveis situações:
Abrimos-lhe o apetite?
Cabe agora a si olhar o mercado, avaliar melhor os custos de produção e os valores de venda da mesma, as condições que tem para se iniciar numa actividade agrícola, etc.
Mas se quer mudar de vida… pastar caracóis pode ser o começo! J

Se apenas os considerar uma praga, pode sempre recorrer à app OpenPD que apoia a identificação de pragas e doenças das plantas. Descarregue-a aqui de forma gratuita: https://goo.gl/JctYNg e participe no fórum.