Cada vez mais os consumidores da UE procuram produtos de elevado valor acrescentado, tais como:
§  especialidades regionais;
§  produtos orgânicos;
§  produtos étnicos.

Nesta última categoria podem encaixar-se os chamados frutos exóticos, dado que esta designação significa que, são frutos cujas plantas que lhes dão origem não são nativas da Europa. Têm geralmente proveniência em países tão distantes como: Austrália, África do Sul, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Filipinas, Indonésia, Malásia, México, Peru, Tailândia, …
Nota: mesmo que já sejam produzidos em Portugal (caso do abacate verde e roxo, da manga, do maracujá roxo, das physalis e do figo-da-Índia, entre outros), mantêm esta designação.

Estes frutos distinguem-se das tradicionais frutas (maçã, laranja, pêra, tangerina, …) pela forma, cor, aroma e sabor diferentes, e por este facto, nem sempre são apreciados por todos os consumidores. No entanto, são excelentes para quem procura confecionar pratos alternativos aos sabores tradicionais.


Embora a maioria dos europeus esteja longe de alcançar as recomendações da Organização Mundial de Saúde, no que respeita ao consumo de vegetais e frutas por dia (≥ 400gr por dia/adulto), tem-se verificado uma maior preocupação nos cuidados com a saúde e o bem-estar pessoal e estes frutos, começam a ser considerados nas dietas e a ter maior expressão em termos de consumo, dadas as suas propriedades benéficas para o organismo, devido aos nutrientes que apresentam.


E que tal conhecer melhor alguns destes frutos exóticos?



A importância destes frutos começa a ser de tal maneira notada, principalmente no que toca aos frutos chamados tropicais (caso da manga e do abacate) que em 2018, está já agendado o I Congresso de Fruta Tropical, na Europa.
Assim, os principais atores neste mercado vão juntar-se nos dias 10 e 11 de maio, no Centro de Exposições de Rimini (Itália), para debaterem temas como:
§  tendências de mercado, consumo e comércio;
§  desenvolvimentos científicos e tecnologias;
§  marketing e estratégias de mercado. 


Está a chegar um novo ano, saia da zona de conforto, atreva-se a provar estes frutos exóticos, olhe para os números de consumo e quem sabe… muda de vida e faz disto o seu negócio rentável!

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Fontes:

No dia-a-dia, deparamo-nos com siglas das quais nem sempre sabemos o significado, a origem ou intenção pela qual foram criadas.

Para o caso dos produtos agro-alimentares, e dada a grande variedade existente nas diferentes regiões europeias, a Comunidade Europeia criou em 1992, sistemas de protecção e de valorização dos mesmos, podendo os produtos ser certificados como DOP, IGP e ETG (ver quadro abaixo).

Esta tomada de consciência, constituiu um elemento fundamental da identidade cultural da EU.



Uma vez que a lista da legislação que enquadra esta temática é extensa, indicam-se a seguir, os principais regulamentos:
  • Regulamento (UE) n.º 1151/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de novembro, relativo aos regimes de qualidade dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios;
  • Reg. de Execução (UE) N.º 668/2014 da Comissão, de 13 de junho de 2014, estabelece regras de aplicação do Regulamento (UE) n.º 1151/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho relativo aos regimes de qualidade dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios;
  • Reg. Delegado (UE) N.º 664/2014 da Comissão, de 18 de dezembro de 2013, completa o Regulamento (UE) n.º 1151/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito ao estabelecimento dos símbolos da União para as denominações de origem protegidas, as indicações geográficas protegidas e as especialidades tradicionais garantidas;
  • Rotulagem de géneros alimentícios com ingredientes DOP/IGP;
  • Despacho Normativo n.º 9/2015, de 11 de junho, revoga o Despacho Normativo n.º 38/2008, de 4 de julho, e estabelece os procedimentos para o reconhecimento dos alimentos com características tradicionais e com métodos de produção tradicional.

Com estas designações, pretende-se evitar que os produtos europeus com reputação:
  • enfrentem no mercado produtos copiados;
  • sejam alvo de uma utilização indevida do seu nome;
  • sofram uma concorrência desleal (que pode desencorajar os produtores e pode também induzir o consumidor em erro).

Estes sistemas, permitem assim o desenvolvimento e a proteção dos produtos agro-alimentares que, pelas suas características e tradições, são considerados únicos.
Entre as medidas previstas destacam-se: os incentivos à produção agrícola, a proteção dos nomes dos produtos contra imitações e utilizações indevidas e o apoio à informação dos consumidores, fornecendo-lhes dados relativos às características específicas destes produtos.

No nosso blog: http://blog.openpd.eu/ encontra sempre artigos de interesse sobre agricultura e temas afins.
Ali, pode também descarregar gratuitamente a aplicação para telemóveis OPenPD, que apoia a identificação de pragas e doenças das plantas.

Fontes:
https://goo.gl/S6p1WE
https://goo.gl/gzHVKt
https://goo.gl/iMzi9s
https://goo.gl/e7RY5c
https://goo.gl/4WKq6n


Com a mudança de mentalidades, em que está desperto um maior interesse pelo ambiente e pela ecologia, surgem novos princípios de desenho e concepção de jardins, que permitem transformar um lugar inóspito num(a):
  • zona verde agradável;
  • área estratificada e colorida;
  • espaço com diferentes aromas, texturas, tipos de floração e frutificação;
  • refúgio onde a fauna local tem possibilidade de se desenvolver e onde há produção de alimento para a suportar;
  • área onde se fomenta a biodiversidade.

Aqui, as estações do ano são reveladas pelo estado de desenvolvimento dos vários estratos, e as épocas de floração e frutificação são distribuídas ao longo do ano, o que dota cada lugar de uma qualidade cénica única.

Esta é uma forma excelente de criar uma envolvente natural, em contraposição à paisagem comum, baseada num modelo de domínio do meio, com predomínio de vegetação exótica.

Há assim, um ressurgimento da concepção de espaços verdes fundamentada em modelos que são menos prejudiciais para os recursos naturais, sendo a escolha do elenco vegetal centrada em espécies autóctones ou mediterrâneas. A sua integração na paisagem é equilibrada e surge em continuidade com a sua envolvente.
No quadro abaixo, podemos encontrar algumas espécies autóctones de diferentes portes (arbóreo, arbustivo e herbáceo), que são valiosas como plantas ornamentais pela diversidade de cores, formas, texturas, cheiros e floração prolongada, que podem ser utilizadas quer em jardins formais quer informais. Além de que, algumas podem também ser utilizadas como condimentares ou na preparação de infusões aplicadas a terapias diversas.




Existe ainda um outro tipo de plantas, designadas tapizantes (ver quadro a seguir), porque à medida que crescem vão formando um tapete que cobre o solo:
  • o que permite uma menor erosão pelo vento e pela chuva;
  • o que dificulta a proliferação das infestantes, porque ficam mais privadas de luz, de água e de nutrientes (dada a competição entre as espécies).

O tempo de que estas plantas necessitam para cobrir o solo depende da espécie, do seu vigor, do compasso e das características do jardim. Estas plantas necessitam de, cerca de um ano, para cobrirem o solo. Neste intervalo de tempo é necessário continuar a arrancar as infestantes. Mas posteriormente, a cobertura sobre o solo diminui este trabalho.

Tem dúvidas sobre pragas e doenças das plantas?
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Fontes:
https://goo.gl/xyy3yz
Numa espécie de “premonição”, Albert Einstein, exercitou o pensamento de como seria um mundo sem abelhas, e sintetizou-o na seguinte frase:
“Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.”  

Assustador, não é?
A verdade, é que nos últimos anos, tem-se notado um declínio cada vez maior dos polinizadores, sendo as abelhas (Apis mellifera), o insecto mais importante neste papel.

Apesar dos estudos feitos pela comunidade científica, que apelidou este desaparecimento como “Desordem do Colapso das Colónias ou Colony Collapse Disorder (CCD)”, até agora não se encontrou uma razão única, estando certos no entanto, que há várias causas que têm contribuído para esta situação e comprovadamente, com grande interdependência entre elas.
Pesticidas
Existe uma classe de pesticidas sistémicos de última geração – os neonicotinóides, que embora tenham pouca expressão em Portugal, são bastante usados na agricultura intensiva em todo o mundo, nomeadamente na União Europeia, onde o seu uso a partir de 2013, foi restringido a três variantes: clotianidina, imidacloprid e tiametoxam.
Estas restrições foram baseadas numa série de avaliações da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), segundo as quais, estes pesticidas são prejudiciais para as abelhas.

Como atuam?
Os neonicotinóides são maioritariamente usados em sementes, sendo absorvidos pela planta quer através das raízes quer das folhas e depois distribuídos pelo sistema vascular por toda a planta, atingindo, o pólen e o néctar das flores.
Ao visitarem as flores, as abelhas são contaminadas com o pesticida, que atua no seu sistema nervoso central, interferindo com a transmissão de estímulos. As abelhas ficam assim desorientadas, o que as impede de voltar às colmeias, além disso, diminui a resistência a doenças bem como a fertilidade.


Desflorestamento, queimadas e fogos
Nas zonas de florestas extensas, como a Amazónia, o desflorestamento tem sido um grave problema, dado que a procura por novas áreas para a expansão das atividades agrícolas e pecuária se tem intensificado. 
Além do prejuízo ambiental causado, com forte impacto no clima e nos biomas, os danos para os polinizadores também são grandes:
  • ao serem derrubadas e queimadas árvores, os ninhos e enxames de abelhas são completamente destruídos;
  • a desflorestação causa a redução da oferta de alimentos às abelhas, e também a redução de áreas de nidificação (se não houver zona específica de colmeias).

Em Portugal, tem-se verificado devido aos fogos, o desaparecimento de muitas colmeias que estão colocadas em áreas florestais, o que tem acarretado graves prejuízos, não só para os apicultores (dado que a produção de mel de eucalipto, urze, multifloral, rosmaninho, ... se reduz substancialmente) mas também para o meio ambiente, pelo desaparecimento destes polinizadores.


Pragas naturais, doenças e vírus
A varroa (Varroa destructor) é a praga que mais afeta as abelhas. Trata-se de um ácaro ectoparasita que ataca os insetos do género Apis nas suas diversos fases (pupas, larvas e indivíduos adultos), levando-os à morte, uma vez que se alimenta dos seus fluídos corporais.
Além disso, a varroa é um veículo de propagação de vírus fatais:
  • iflavirus DWV  - afeta a morfologia das asas das abelhas, que se apresentam deformadas, o que as impede de voar e sair da colmeia para procurar alimento;
  • IAPV  - age ao nível do sistema nervoso da abelha, causando a sua paralisia. É muito temido por ser altamente adaptável e capaz de contaminar rapidamente uma colmeia, e até mesmo, impregnar-se na geleia real.

A vespa-asiática (Vespa velutina) é uma praga recente no nosso país, e apesar de não ser fonte de transmissão de nenhuma doença das abelhas, é essencialmente predadora de outras vespas e de abelhas. Nesse sentido, contribuiu de forma progressiva para o declínio desta população uma vez que que ataca as colmeias (principalmente no verão) e exerce predação direta sobre as abelhas. 


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O que é o OpenPD?
A identificação de pragas e doenças das culturas é normalmente um processo crítico e lento. O OpenPD é uma aplicação móvel que, no terreno e em tempo real, permite acelerar a identificação de pragas e doenças. É fácil de usar e é baseada numa comunidade aberta de utilizadores.

Como funciona?
  1. Descarregue a app de forma gratuita em https://goo.gl/vq7K1B (Google Play Store) e instale-a no seu telemóvel.
  2. Envie uma foto de boa qualidade, relativa à praga ou doença que encontrou.
  3. Descreva o problema documentado pela fotografia e por observações das condições locais. 
  4. A comunidade oferece ajuda ao utilizador no sentido de identificar a praga ou doença. Esta ajuda pode incluir uma resposta direta, alguma discussão, pedido de mais informação ou solicitando que outros utilizadores se juntem.




OpenPD, sempre perto de si!