Quando se fala em espaço rural, além do património material (casas, terras, animais, …) temos que considerar também o património imaterial (as pessoas e o conhecimento que trazem em si, desde tempos ancestrais).
Neste contexto de ruralidade, há uma profissão que sobressai, a de agricultor, aquele que ao longo de séculos foi modelando a paisagem, outrora com a ajuda de animais e ferramentas “caseiras” e hoje em dia, com o apoio de máquinas e outras tecnologias, que lhe permitem desde sempre fazer agricultura.
E este processo de utilização dos recursos naturais, que leva à produção de alimentos, nem sempre tem em conta a proteção e manutenção dos solos, das paisagens e da biodiversidade, de modo que estes recursos não se esgotem. Muitas vezes isto acontece por falta de conhecimento técnico, outras, por imposições de consumismo ou de interesses económicos…
Mas qual será o futuro da agricultura?

Se por um lado, temos uma população de agricultores cada vez mais envelhecida (cerca de 54% têm 55 ou mais anos), por outro, temos incentivos da UE para o estabelecimento de jovens na agricultura…

Mas estarão estes jovens, dispostos aos sacrifícios que a vida de agricultor exige (uma profissão “sem horários”, que depende das condições climatéricas, da vontade dos consumidores, das condições de mercado, …)?
Terão na sua juventude e irreverência, capacidade de escutar o conhecimento dos mais velhos, adaptando-o à realidade actual e trazendo o sector agrícola para o século XXI? 


Sim, se tiverem por princípio a humildade e conseguirem:
- praticar uma agricultura mais consciente e amiga do ambiente, respeitando quer as normas de saúde pública quer as de bem-estar animal;
- promover de forma integrada os seus produtos, com os da região onde se inserem;
- encontrar novas utilizações para os produtos agro-pecuários em sectores como a cosmética, os medicamentos e o artesanato;
- tirar maior partido das florestas e dos bosques;
- aliar as novas tecnologias (que vão desde a agricultura de precisão, à disponibilização de aplicações para telemóveis – como o OpenPD que pode descarregar gratuitamente em https://goo.gl/WEOF8F, ao melhoramento genético, passando pelos sistemas de informações geográficas e de rastreamento via satélite, entre outras).
Deixe-nos a sua opinião…

Fontes:
Compreender as políticas da União Europeia: Agricultura; Luxemburgo: Serviço das Publicações da União Europeia, 2014
http://goo.gl/VwYxSa


Setembro está quase a chegar e com ele a nova campanha…
É tempo de por as mãos na horta e preparar os terrenos, quer sejam ao ar livre ou em estufa.
Há que fazer novos talhões, escolher as espécies a plantar/semear para o próximo Outono-Inverno, enterrar os estrumes orgânicos e/ou os fertilizantes químicos e se necessário, fazer uma calagem dos terrenos onde vão ficar as couves…

A Norte, no Centro ou no Sul é altura de:
-  semear cenoura, couves, espinafre, hortelã, nabos, rabanetes, alface, beterraba, cebola, ervilha;
-  plantar morangos às primeiras chuvas, batatas e couves;
- colher as últimas abóboras e melâncias, os últimos pepinos, alho-francês e melões, pimentos e tomates desta época;
- aproveitar os restos da limpeza da horta, para construir a pilha de compostagem.


E se as pragas e doenças começarem a atacar, tem a app OpenPD que apoia a sua identificação, disponível de forma gratuita em https://goo.gl/7DVjWX.


Fontes:
 “Calendário Rural”; Ripado, M.F.; Biblioteca Agrícola Litexa (1991)





O tempo quente de Verão, apela às bebidas frescas. E se forem naturais e que ajudem à cura, melhor ainda!
E algumas ervas aromáticas e medicinais, como as que indicamos, são óptimas para se preparar uma infusão gelada:

Alteia ou malvaísco (Althaea officinalis) – a sua raiz faz um “chá” que tem propriedades calmantes e é excelente para aliviar a tosse e as irritações da boca dos fumadores;

Erva-Príncipe (Cymbopogon citratos) – para além de todas a suas propriedades (analgésica, antidepressiva, anti-bacteriana, repelente de insectos…) as suas folhas fazem uma excelente infusão refrescante e calmante;

Funcho (Foeniculum vulgare) – as suas sementes são muito usadas para fazer um “chá” terapêutico, próprio para aliviar dores de estômago e intestino e para acalmar as crianças;


Levístico (Levisticum officinale) – o seu “chá” feito de raízes é usado como tonificante do organismo em geral, podendo ajudar em casos de enxaquecas;

Lúcia-lima (Aloysia triphylla) – apresenta uma fragância relaxante e as suas folhas são usadas em infusões para ajudar a digestão;

Maravilhas (Calendula officinalis) – o “chá” confecionado com as flores e folhas alivia dores de estômago e dores menstruais;

Salva (Salvia officinalis) – esta planta ajuda a actividade da vesícula e ajuda a digerir as comidas mais pesadas. O seu “chá” pode ser gargarejado para tratar gargantas inflamadas e ajuda na produção de leite das mães no período de aleitamento;

Valeriana (Valeriana officinalis) – para fazer um “chá” desta planta, use as suas raízes cortadas em pedaços e vai sentir o seu efeito calmante, anti-stress e anti-insónia a funcionar.
Fontes:
Ervas Aromáticas de A – Z; Andrea Rausch e Brigitte Lotz; Lisma; 2005
“Os trabalhos sazonais de semear e colher tornaram-se parte integrante do reportório convencional da arte desde muito cedo” (1).

Do Egipto com a sua agricultura sedentarizada, passando pela Europa continental, onde eram bem definidas as quatro estações do ano – Primavera, Verão, Outono e Inverno, as tarefas agrícolas serviram de inspiração para grandes autores, quer na pintura quer na literatura ao longo de séculos de história.
No decorrer dos tempos, muitas pragas e doenças das plantas foram devastando as culturas, sem que nada se pudesse fazer.
Hoje, graças ao avanço da ciência e da tecnologia, estão disponíveis para os agricultores várias opções de combate que passam pela luta química, física, biotécnica, biológica, … e pelo uso de aplicações para telemóveis onde se enquadra o OpenPD.
Esta app, apoia de forma simples e rápida a identificação de pragas e doenças das plantas, sendo apenas necessário fazer o descarregamento gratuito da mesma na Google Play Store em https://goo.gl/nmjuNQ.

Fontes:
1 – Flora, Jardins e Plantas na Arte e Literatura; Edward Luci-Smith; Livros e Livros; 2001
Apesar de a época das cerejas em Portugal ser essencialmente entre Maio e Julho, em pleno Agosto ainda se conseguem comprar em alguns locais. E a sua cor vermelho-escura e polpa carnuda tornam este fruto muito apetecível.
Aliada a estas características, são ainda: ricas em polifenóis e flavonóides, importantes antioxidantes, têm um bom teor de fibra, cálcio, ferro e vitamina C e desempenham uma função diurética devido ao elevado conteúdo em água e potássio.

E não é só o fruto que encanta…
Na época de floração (que marca a transição do Inverno para a Primavera), as cerejeiras são um dos espectáculos mais belos da natureza e que regalam a vista não só em Portugal (principalmente na zona do Fundão/Cova da Beira) como pelo mundo inteiro, sendo uma espécie muito apreciada no Japão.
Para os japoneses, a flor de cerejeira simboliza a beleza feminina, o amor, a felicidade, a renovação e a esperança e relacionam-na com a sua vocação guerreira que se baseava no lema “viver o presente sem medo”.
Para eles, é a sua flor nacional, à qual atribuíram o nome de “Sakura” e neste país estão identificadas mais de 300 variedades de cerejeiras.

Mas para que, tanto a flor como o fruto possam ser apreciados, as árvores têm que crescer saudáveis, sem pragas e doenças que as possam afectar, enfraquecendo ou provocando a sua morte.
Entre as mais comuns temos: a mosca da fruta (Ceratitis capitata), os afídeos (Myzus cerasi), as larvas de Caliroa cerasi, os diversos nemátodos e fungos, a moniliose (Monilinia fructigena) e o cancro bacteriano (Pseudomonas sp.).

Se tiver dúvidas, junte-se à comunidade OpenPD e depois de descarregar gratuitamente a app em https://goo.gl/Z8s1BD, faça a sua publicação no fórum e peça ajuda para identificar sintomas e obter dicas sobre medidas de combate.

Fontes:
http://goo.gl/jv6B75
http://goo.gl/kH25T5