Xylella fastidiosa - Uma ameaça para a Agricultura Nacional

É provavelmente a bactéria fitopatogénica mais comentada e discutida, nos últimos meses, na Europa. Xylella fastidiosa foi detectada pela primeira vez, na Europa, em oliveiras na região italiana de Apúlia. Em Julho deste ano foi também detectada em França, em espécies ornamentais.
 

Veja o vídeo sobre a disseminação de Xylella fastidiosa na Europa

Xylella fastidiosa é uma bactéria Gram negativa que ataca oliveiras e várias outras espécies, entre as quais, vinha, citrinos ou amendoeiras. A Xylella fastidiosa foi já detectada em cerca de 300 espécies de plantas e é transmitida de planta para planta através de insectos vectores que se alimentam de seiva xilémica e pensa-se que virtualmente todos os insectos sugadores que se alimentam predominantemente no fluido do xilema são vectores potenciais da bactéria . A bactéria pode persistir em plantas que não apresentam sintomas , a partir do qual insetos podem adquirir a bactéria e passá-la para outras culturas. O controlo do movimento de potenciais culturas hospedeiras e insectos vector e a erradicação de material infectado, pelo corte e queima, é considerado, até agora, o método mais eficaz de limitar a disseminação da doença na UE, dado não existir ainda nenhum meio químico ou biológico de luta contra as doenças provocadas pela Xylella fastidiosa, pelo que uma identificação precoce da doença é de importância vital. Os sintomas mais comuns para várias espécies são o acastanhamento de folhas e ramos, causado pelo bloqueio dos vasos xilémicos, que impede a passagem de água e nutrientes até às folhas.
 
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De acordo com a revista Vida Rural “a Comissão Europeia (CE) já aprovou várias medidas de emergência para controlo desta bactéria, evitar a sua propagação, bem como para apoiar a investigação de espécies resistentes e de formas de luta, tendo levado a União Europeia (UE) a declarar a bactéria como “uma ameaça muito grave para o sector agrícola europeu”.
As medidas aprovadas prevêem que os Estados-membros revelem o aparecimento de novos surtos da doença, para que possam ser delimitadas rapidamente as áreas infectadas e aplicadas medidas restritas de erradicação, que passam pela destruição das árvores doentes e de todos os exemplares hospedeiras num raio de 100 metros, independentemente do estado sanitário que apresentem no momento.

Segundo o Boletim Técnico do INIAV “para Portugal, decidimos que as espécies a prospectar são aquelas que têm um maior impacto económico, e que têm alguma relação com Itália: videira (Vinis vinifera L.), oliveira (Olea europaea L.), amendoeira (Prunus amygdalus), laranjeira (Citrus sinensis (L.) Osbeck), loendro (Nerium oleander L.) e carvalhos (Quercus sp. L.). As plantas infestantes tais como gramíneas, ciperáceas e árvores podem ser hospedeiros da X. fastidiosa, muitas vezes sem mostrar sintomas”, acrescenta o documento.

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