Agricultores com novas regras para aplicação de produtos fitofarmacêuticos




A Lei n.º 26/2013, de 11 de Abril regula as actividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional e de adjuvantes de produtos fitofarmacêuticos e define os procedimentos de monitorização à utilização desses produtos, transpondo a Diretiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Outubro.

Assim, para se concretizar esta disposição comunitária, a partir de 31 de Maio deste ano, os agricultores que adquiram ou apliquem produtos fitofarmacêuticos são obrigados a apresentar documentação que comprove a frequência com aproveitamento do “Curso de Aplicadores de Produtos Fitofarmacêuticos” ou a sua inscrição na referida acção de formação, para obterem o “cartão de aplicador habilitado”, que é personalizado e emitido pela respectiva DRAP (pode obter mais informações em http://goo.gl/Q3Yh5O).

Nesse sentido, estão a ser promovidas por entidades formadoras certificadas as acções de formação (que têm um custo), com uma duração de 35h para os agricultores com menos de 65 anos e de 4h para os que tenham mais de 65 anos.
Com esta Lei, que obriga a um registo das aplicações deste tipo de produtos e à inspecção dos equipamentos de aplicação, pretende-se promover um maior conhecimento sobre esta matéria para que haja uma utilização sustentável dos pesticidas e herbicidas, reduzindo-se as intervenções fitossanitárias.
Nestas acções de formação, são promovidas as boas práticas culturais, que vão desde as mais comuns, como as rotações, uso de variedades adaptadas à região, monitorização das culturas, uso de produtos fitofarmacêuticos com menor toxicidade e que criem menor impacto ambiental, até às medidas de combate de pragas e doenças mais “naturais” como a luta biológica.
Das notícias transmitidas pela imprensa, as maiores dificuldades que os formadores têm sentido prendem-se por um  lado com as mudanças de mentalidade - os agricultores alegam que “sempre fizeram assim”, não tendo na maioria das vezes a noção de que estão a colocar em perigo a sua saúde e a dos que os rodeiam, e com a interpretação da informação contida nos rótulos dos produtos para os cálculos das dosagens adequadas.
Acha que esta medida vai fazer mudar as mentalidades e levar a melhores práticas na agricultura?
E se mais pessoas pudessem usufruir das novas tecnologias (como a aplicação OpenPD), para apoio à identificação de pragas e doenças, isso faria diferença?

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