Para que o resultado do trabalho agrícola dê frutos e as colheitas sejam prósperas, há que planear as tarefas a realizar em cada mês.

Assim, aqui ficam algumas dicas sobre o que fazer no mês que se avizinha (Julho):

- como este mês em geral não tem chuvas e as temperaturas são elevadas, as regas são muito importantes e devem ser preferencialmente realizadas fora das horas de maior calor; 

- é tempo de morangos, que estão em plena frutificação, por isso deve ter o cuidado de os manter isentos de pragas e doenças, fazendo sachas, mondando infestantes, eliminando folhas velhas e frutos com podridões e diminuindo a quantidade de estolhos (que devem ser depois mantidos para futura utilização); 

- é altura de torcer as hastes das cebolas, para que em breve se inicie a colheita;

- os trabalhos de capação de meloeiros, tomateiros e pepinos apesar de estarem agendados para esta época e de ainda se fazerem, têm vindo a cair em desuso dado o surgimento quer de variedades híbridas altamente produtivas (que aliadas à fertirrigação, têm permitido obter boas produções sem se recorrer a esta prática cultural) quer devido ao elevado custo de mão-de-obra e à maior possibilidade de disseminação de viroses;

- ter atenção aos ataques de míldio nos tomateiros e pimentos, pelo que se necessário deve fazer tratamentos preventivos com calda bordalesa;

- estar atento aos ataques de oídio nos meloeiros, que pode ser combatido recorrendo a caldas de enxofre molhável;

- se tiver couve-flor no terreno, deve protegê-la do sol dobrando as folhas maiores sobre a cabeça;

- aproveite para proceder à recolha das sementes maduras, catalogando-as, para futuras utilizações.


E sempre que tiver dúvidas, já sabe, tem o OpenPD disponível para si, de forma completamente gratuita – descarregue já a aplicação em   https://goo.gl/yhosZC.

Fontes:
https://goo.gl/1rLzsr
“Calendário Rural”; Ripado, M.F.; Biblioteca Agrícola Litexa (1991)
Com este tempo a convidar a sair de casa, apetece ir à descoberta de lugares frescos, fazer piqueniques, …, estar em contacto com a natureza.

Por isso, saiba um pouco mais sobre algumas flores silvestres que pode encontrar por aí e na próxima saída esteja atento(a), pois algumas têm carácter medicinal:

Siga o blog do OpenPD e aprenda um pouco mais com os diversificados artigos que publicamos.
Pode aproveitar para descarregar a nossa app para agricultura em https://goo.gl/E9xVus.


Fig. 1 – Malmequer-maior



Fig. 2 –  Dente-de-leão



Fig. 3 – Pervinca




Fig. 4 – Morrião



Fig. 5 – Erva de São Roberto


Fontes:
Flores Silvestres – Guia prático para identificar facilmente 140 flores; Forey, P. e Fitzsimons, C.; Plátano Edições Técnicas
http://www.remedio-caseiro.com/conheca-as-propriedades-do-cha-de-dente-de-leao/
O cogumelo (comestível) é o nome comum dado às frutificações de alguns fungos das sub-divisões Ascomycota e Basidiomycota.

Apesar de ser comum no Outono em Portugal, fazerem-se colheitas de cogumelos selvagens em zonas florestais, há sempre o perigo de não se fazer uma identificação correcta da espécie e como tal, colocar-se a saúde dos consumidores em risco.

Mas vamos deixar de consumir cogumelos, quando são ricos em minerais, ferro, vitaminas do grupo B, têm baixas calorias e até propriedades medicinais? A resposta é, claro que não!
Até porque, cerca de 200g de cogumelos são capazes de suprir as necessidades diárias de proteínas de um adulto, sendo este alimento praticamente considerado uma carne vegetal…

Então o que fazer para evitar surpresas desagradáveis e não se fazer jus à frase de Mário Sérgio Cortella, “Todos os cogumelos são comestíveis, alguns apenas uma vez”?

Hoje em dia há uma variada oferta de cogumelos cultivados (quer em produção doméstica quer profissional) em:
- substratos diversos (lascas de madeira, serradura, palha, borras de café, …);
- troncos de madeira;
- povoamentos adultos (cogumelos silvestres).
E como tem havido uma crescente procura, não só a produção em Portugal tem aumentado (fazendo com que o preço seja mais acessível do que há uns anos atrás), como também a forma como são apresentados se tem diversificado: frescos, desidratados, em conserva ou congelados.
As regiões produtoras com maior importância em Portugal são Trás-os-Montes, Beira Litoral e Ribatejo e Oeste.
As principais variedades cultivadas/comercializadas no nosso país são: Cogumelo branco (champignon de Paris - Agaricus bisporus), Pleurotus branco (Pleurotus ostreatus), Portobello (é a versão “madura” do champignon, daí ter o mesmo nome científico - Agaricus bisporus) e Shiitake (cogumelo japonês - Lentinula edodes).

Uma vez que os cogumelos cultivados em substratos em salas climatizadas, estão sujeitos entre outras, a condições atmosféricas de temperatura, arejamento e humidade bastante controladas, se estes indicadores se mantiverem em equilíbrio a probabilidade de ocorrerem doenças é baixa.

A preocupação maior tem a ver com pragas (insectos, ácaros, crustáceos e outros artrópodes micetófagos, …) que se podem instalar nos substratos ou na madeira e que sendo decompositoras, vão não só inviabilizar o produto para consumo (as larvas p. ex. perfuram o estipe – o que suporta o cogumelo e píleo – o vulgar “chapéu” dos cogumelos, abrindo galerias no seu interior) como também transmitir doenças à cultura.

Fontes:
https://goo.gl/gpYc5p
http://goo.gl/RZS6KZ
http://goo.gl/5O2uBN
http://goo.gl/nkVjZY
http://goo.gl/Eng1qM
http://goo.gl/qilnn6
Os caracóis e lesmas são pragas comuns que podem surgir na sua horta ou jardim e destruir as culturas pois atacam flores, frutos, folhas, caules, rebentos, bolbos, tubérculos, …
Quer se trate de cultivo de plantas hortícolas ou ornamentais, se o ataque for severo, podem provocar danos que levam à perda das culturas uma vez que o produto final deixa ter valor comercial.

O que deve fazer?

1º Identificar a praga
Tanto as lesmas como os caracóis são moluscos gastrópodes hermafroditas e ambos deixam um rasto de muco ao deslocarem-se, que é facilmente identificável.

Os caracóis têm formas e tamanhos diferentes, no entanto, apresentam sempre uma concha calcária espiralada de cor castanha lisa ou com estrias e a maioria tem 5 cm de comprimento.
A espécie mais comum é: Helix aspersa.

As lesmas variam de cor (desde castanho-rosado a preto) e tamanho (as mais comuns têm entre 3-4,5 cm), existindo vários tipos.
As espécies mais comuns são: Arion spp., Milax spp., Deroceras reticulatum

2º Limpar a horta ou jardim
Faça uma limpeza destes espaços e mantenha-os livres de detritos como tijolos, telhas, tábuas ou madeiras velhas, restos de podas ou colheitas, pois são abrigos perfeitos para as lesmas e caracóis.

Roce as infestantes ou faça uma monda térmica para diminuir a sua presença, uma vez que as ervas são excelentes esconderijos para estes moluscos.

3º Implementar algumas práticas culturais
Incentive a presença dos inimigos naturais destas pragas como rãs, sapos, pássaros, escaravelhos, cobras, salamandras, centopeias, …

Não semeie nem plante em solos frios; regue as plantas de manhã, para que à noite (altura de maior actividade destas pragas) não exista qualquer película de água no solo ou nas folhas.

Utilize variedades de plantas mais resistentes aos ataques das lesmas e caracóis (situação comum no caso da batateira).

Se pretender fazer uma pilha de composto, localize-a afastada das áreas de cultivo, pois as lesmas e caracóis alimentam-se neste local.

4º Aplicar alguns métodos de luta
Se o espaço de cultivo for uma pequena horta ou jardim e se a presença da praga ainda não for muito extensa, devem adoptar-se métodos caseiros no seu controlo, como por exemplo:

Armadilhas atractivas – podem colocar-se enterrados junto às culturas afectadas, alguns recipientes contendo cerveja ou leite, para atraírem estas pragas. No entanto este método, não sendo selectivo, atrai também alguns auxiliares ou outros animais que fazem falta ao ecossistema.


Outro método consiste na colocação de jornais, papelões ou plásticos com restos da cozinha (talos, folhas, cascas de laranja, …) para atrair as lesmas e os caracóis. 
Também se podem fazer pilhas com pedras, telhas, madeiras velhas e folhas de consolda num local mais afastado da zona de cultivo, para serem zonas de esconderijo dos moluscos e assim ser mais fácil capturá-los.

Podem usar-se ainda plantas atractivas, como o caso dos Tagets (cravos túnicos).

Barreiras à sua passagem – pode-se espalhar junto das culturas, cal (com cuidado para não queimar as plantas nem se alterar o pH do solo), cinza, serradura, areia, borras de café ou cascas de ovo trituradas de modo a não só se dificultar a passagem destas pragas como em alguns casos, provocar a sua desidratação. No entanto, estas medidas são pouco eficazes caso ocorra chuva.
Outra barreira que se pode utilizar é uma banda adesiva em cobre (seca ou húmida), que funciona como um obstáculo devido ao sulfato de cobre. 
Utilização de plantas repelentes – esta prática é fácil de implementar, bastando para isso colocar à volta da zona de cultivo e/ou entre linhas algumas das seguintes plantas: sálvia, menta, alfazema, equinácea, calêndula, alho, chicória.
Apanha manual das lesmas e caracóis – se tiver paciência e disponibilidade, muna-se com uma lanterna e vá até à horta ou jardim à noite, para “catar” estes bichos.
Caso o ataque destas pragas seja extenso ou o espaço de cultivo seja uma área grande, em que alguns dos métodos anteriores não se adequam, pode optar pela luta biológica aplicando biopesticidas. Assim, podem usar-se produtos atractivos de lesmas e caracóis à base de fosfato de ferro (FePO4) como ingrediente activo. Por terem baixa toxicidade, estes produtos não causam efeitos indesejáveis aos mamíferos e são amigos do ambiente.
Depois destas dicas ainda tem dúvidas? Então descarregue gratuitamente a aplicação para telemóveis OpenPD (https://goo.gl/c8Igjk) e troque informação com agricultores, técnicos entre outros especialistas de forma simples… 
Fontes:
http://goo.gl/iTn9AQ
http://goo.gl/XgKdWV
https://goo.gl/WxWCbj
http://goo.gl/3NYCgu
http://goo.gl/j24jHd
“A Horta e o Jardim Biológicos” – Pears P., Stickland S., Colecção EUROAGRO, Publicações Europa-América (2006)
“Guia Verde das Hortas e Jardins” – Guias Práticos Deco Proteste
Quando chega o calor, é tempo deles pelos campos - os girassóis, que fazendo jus ao nome não só estão sempre à procura do astro rei (fenómeno designado por heliotropismo) como também a sua forma e cor o fazem lembrar!

Curiosidades:
De seu nome científico Helianthus annuus, (deriva do grego “helios” que significa sol e “anthos” que quer dizer flor), pertencem à família das Asteraceas e têm origem no Perú.
Pelo mundo são também conhecidos como: girassol (Espanha), Tournesol (França), Girasole (Itália), Sunflower (Reino Unido e outros), Sonnenblume (Alemanha), entre outras designações.

Estas plantas anuais, bastante rústicas, tanto podem atingir 2 a 3 metros de altura como 40 cm, se as variedades forem anãs.
As inflorescências, do tipo capítulo, podem atingir 30 cm de diâmetro e são muito atrativas quer para as aves (devido às sementes de cor castanha) quer para os insectos polinizadores.

Na crença popular a “flor” do girassol significa felicidade e a cor amarela simboliza calor, lealdade, entusiasmo e vitalidade, refletindo a energia positiva do sol. Na simbologia cristã, invoca a busca de luz divina. Já os imperadores romanos, os reis da Europa e da Ásia coroavam as suas cabeças com girassóis. Na China, é símbolo de imortalidade. Por estas razões, na prática de Feng Shui, é muito utilizada na decoração.

Mas hoje em dia o seu cultivo está cada vez mais em expansão e já não se limita o uso à questão ornamental, dado que sendo uma planta oleaginosa, as sementes podem ser usadas para diferentes fins: produção de óleo alimentar, biodiesel, lubrificantes, sabonetes e até consumo humano em snack (“pipas”). Por outro lado, as fibras existentes no longo caule também podem ser usadas para fabrico de papel.

Do ponto de vista nutricional, as sementes de girassol contêm cerca de 587 kcal/100g sendo uma boa fonte de gordura mono e polinsaturada, fibras, proteínas, vitaminas (como E e B1) e minerais em quantidades apreciáveis (p. ex: manganês, cobre, magnésio e selénio).
Apesar de as sementes de girassol fornecerem quantidades elevadas de energia, bastam 30 g para obter um efeito visível na redução da saciedade e no fornecimento de nutrientes.

Condições gerais de cultivo:
- prefere solos com pH ácido a neutro (acima de 5,2), com índice de matéria orgânica entre os 2,5% e os 4%, profundos e sem riscos de encharcamento;
- adubação NPK em que o adubo deve ter maior quantidade de potássio disponível e menos fósforo;
- deve semear-se a uma profundidade de cerca de 3 cm em solos com alguma humidade e em zonas de boa exposição solar;
- deve-se regar com regularidade, para evitar deficiências de crescimento.

Principais pragas e doenças:
Embora seja uma planta rústica, e daí mais resistente, é susceptível à alternaria e atacada por roscas (Agrotis ípsilon), lagarta-do-girassol (Chlosyne lacinia saundersii) e até formigas, entre outras espécies.

Aconselham-se boas práticas culturais para evitar o aparecimento quer de doenças quer de pragas, mas se tiver dúvidas use a aplicação OpenPD e envie a sua publicação para o fórum onde à sua espera está uma comunidade (entre técnicos, agricultores e académicos) que o poderá esclarecer.
É simples e gratuito. Descarregue já a app em https://goo.gl/PyHmgO.

Fontes:


According to recent data from Escola Superior Agrária de Bragança (Portuguese University of Agricultural Studies), the incidence of diseases like fruit rot (olive anthracnose), tuberculosis, and peacock spot, is rising.
According to the researcher Paula Baptista, a study is being conducted in the above-mentioned Portuguese university to find the biological means to control such diseases, causing major losses in agricultural production.

The olive fruit fly (Bactrocera oleae) - one of the most serious and hard to control pests, causing major crop failures of about 15% to 20% - is also under investigation, by Cordoba University, in Spain.
The entomology Professor Enrique Quesada is leading the investigation, using the Entomopathogenic fungus[1] Metarhizium brunneum as biological agent to fight the pest, aiming to control the larvae that settle to pupate in the soil, during fall and winter. Treatment is applied directly in the soil, under the top of the tress, as soon as the larvae settle. Essays have been proving that the next cycle population is rather lower.
 
This method is efficient and environment friendly. It is absolutely waste-free, making its use sustainable.
We can only hope a company gets interested in this cause so that it can move on from studies to commercial development.

Sources:




[1] It is a fungus that can parasitize insects, killing them or disabling them.
OpenPD - Plant Pest and Diseases Identification never was so easy. Download the free app now at Google Store clicking here goo.gl/7Zs0ac and start sharing.


Agora que o tempo quente está a chegar e a convidar a momentos de lazer ao ar livre, se tiver um terreno por utilizar pode sempre fazer uma zona de estar com um enrelvamento total ou entre pedras, tendo em conta que:

- deve escolher espécies que se adequem ao seu tipo de solo e clima (para poderem ser mais resistentes e fáceis de instalar);
- as plantas escolhidas devem ser pouco exigentes em água;
- a zona criada tem que suportar pisoteio, sem se danificar e ser resistente ao corte.


Algumas das espécies que se podem enquadrar, dadas as suas características são:
·       Ajuga reptans (consolda média) - Fig.1
·       Chamaemelum nobile (camomila romana) - Fig. 5
·       Herniaria glabra (herniária ou erva-das-quebraduras)
·       Mentha pulegium (poejo)
·       Mentha requienii (menta)
·       Sagina subulata (musgo verde irlandês) - Fig. 2
·       Trifolium repens (trevo branco) - Fig. 3
·       Thymus serpyllum (tomilho selvagem ou serpilho) - Fig. 4
·       Veronica officinalis (carvalhinha)
·       Viola odorata (violeta selvagem) 
Mas apesar de serem mais rústicas e resistentes, deve estar atento aos sintomas e sinais de aparecimento de qualquer praga ou doença nas plantas.
E se precisar de ajuda, tem sempre disponível para descarregamento gratuito a app OpenPD (https://goo.gl/fLCoQW).

Agora, melhore a sua qualidade de vida e disfrute do espaço que criou, pois além de colorido e fresco, é também fragante.


Fontes:
http://goo.gl/6EZ2sH
The Old Farmer`s Almanac 2016 (ISSN 0078-4516)